Sobre como não tenho certeza
Inspirado
em um dia que podia chover, mas não choveu.
Era sábado e ele queria ir ao centro ver uma peça de
teatro, era algo que ele gostava aquilo o encantava. Sem conhecer a historia
ele já imaginava como seria, com reis, coronéis, princesas talvez ate monstros.
Ele se arrumou e olhou na janela e o tempo não estava
muito bom havia diversas nuvens no céu e ventava um pouco. Poderia cair um
tremendo pé d’agua.
O céu cinza o fez desanimar – “é talvez melhor ficar em
casa mesmo”, pensou ele.
Olhou de novo para fora e viu um pedaço azul no céu, mas
era só um pedaço azul nada que garantisse que não ia chover.
Ele pegou seu guarda-chuva e foi. Não sabia como iria ser,
mas queria muito ver a peça.
Poderia ter reis, coronéis, princesas e talvez ate
monstros.
Saiu, sabia onde queria chegar naquela praça onde tem a
cruz lá ia ser a peça.
Poucas pessoas em volta da trupe de artistas, afinal nem
todos estão dispostos a encarar a chuva, podem se molhar.
Artistas com
violões e sanfonas vão começando a história.
Um céu cinza ainda que ia se abrindo conforme as musicas
iam sendo tocadas e um sorriso no rosto daquele menino, cada ato uma surpresa e
a história era contada, ela era feita de cada palavra de cada momento
A sobre a história. Sobre a história nem vou falar, mas
um detalhe é necessário deixar aqui, a peça era em volta da cruz. É aquela cruz
de madeira do centro da praça.
Acabou e nem choveu. Assistiu à peça pela daquela trupe
de artistas, artistas com violões e sanfonas.
Como é uma história tenho de dar uma moral a ela, mesmo
não achando tão necessário, é apenas uma história que precisava ser vivida, o
fato dela precisar ser vivida fez o garoto pensar numa moral (Ele não gostava muito de pensar, preferia
sonhar, paradoxo, mas era assim muito pensamento o limitava de viver bons
momentos nos sonhos). Ele poderia deixar tudo àquilo de lado e fingir que
não queria ir ver a história acreditar nas nuvens cinzas e ficar na sua casa.
Quando a peça acabou o céu nem estava mais tão cinza seu
guarda chuva nem era tão necessário e mesmo se chovesse estava muito animado, a
história o encantara a chuva não poderia mais desanima-lo, pois ele aprendeu.
Para viver uma história tem de acreditar nos pedaços
azuis. Naquele dia eram poucos, mas eles existiam. Quem foi com o céu cinza viu
a peça. Na praça, aquela praça da cruz.
23/12/2012 - Felipe Oliveira
23/12/2012 - Felipe Oliveira